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Como escolher uma clínica de terapia ABA? Checklist de perguntas

Para escolher uma clínica de terapia ABA, pergunte quem supervisiona e qual o registro dessa pessoa no conselho profissional, se haverá plano individual por escrito, como as metas são medidas e revisadas, como a família participa, como a equipe é treinada e como comportamentos difíceis são tratados, sem punição. Peça também transparência sobre custos e privacidade.

Este é um checklist neutro, que serve para qualquer clínica que você visitar. Leve as perguntas anotadas, e compare as respostas com calma. Uma boa clínica não se incomoda com perguntas.

Quem supervisiona o trabalho?

A terapia ABA costuma ser feita por vários profissionais, mas deve haver um responsável técnico que desenha e supervisiona o plano. Pergunte:

  • Quem é o supervisor e qual a formação dele?
  • Qual o registro no conselho profissional (por exemplo, o CRP, no caso de psicólogos)? Você pode conferir o número no site do conselho.
  • Com que frequência o supervisor acompanha as sessões e o seu filho?
  • Quem é o profissional que ficará na sessão com a criança, e qual a formação dele?

Existe um plano individual por escrito?

Cada criança tem necessidades diferentes. Antes de começar, a clínica deve fazer uma avaliação e entregar um plano individual, por escrito, com objetivos, estratégias e a frequência proposta. Desconfie de pacotes iguais para todos. A avaliação inicial é a etapa em que esse plano nasce, e você tem direito de lê-lo com calma, tirar dúvidas e discordar.

Como as metas são medidas e revisadas?

  • As metas são claras, como "pedir água com uma figura" em vez de "melhorar a comunicação"?
  • Há registro das sessões, e você recebe relatórios?
  • De quanto em quanto tempo o plano é revisado?
  • O que acontece se a criança não avançar numa meta?

Metas que importam são aquelas que fazem diferença na vida da criança, como comunicar, brincar, se alimentar e conviver, e não apenas as que "ficam bonitas no papel".

Na prática

Peça para ver um exemplo de relatório (sem dados de outras crianças) e de plano individual. Se a clínica não mostra como trabalha, é um sinal para ter cuidado.

Qual o lugar da família?

A família conhece a criança melhor do que ninguém. Pergunte como os pais participam: há reuniões periódicas? A família pode observar sessões? Recebe treinamento para usar estratégias em casa? A orientação parental faz parte de bons programas. E as metas devem ser combinadas com você, levando em conta os seus valores e a sua rotina.

Como a equipe é treinada?

  • Que treinamento os profissionais recebem antes de atender?
  • Há supervisão contínua e reciclagem?
  • A equipe conversa com outros profissionais da criança, como fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e a escola?

Como a clínica lida com comportamentos difíceis?

Essa é uma das perguntas mais importantes. Peça que expliquem, com exemplos, o que fazem quando a criança chora, grita, foge ou se machuca. Uma abordagem respeitosa busca entender o motivo do comportamento, ensinar uma forma melhor de comunicar a mesma necessidade e respeitar sinais de desconforto. Não deve haver punição, humilhação, restrição física injustificada ou privação de comida, água ou conforto. A criança pode dizer "não" e ser ouvida, e a equipe deve saber parar e ajustar o plano quando ela sinaliza sofrimento.

Veja mais sobre o assunto em nosso guia birra ou crise e em nossa página sobre terapia ABA. Para conhecer as outras abordagens que costumam ser usadas junto com a ABA, leia ABA, Denver, PECS e TEACCH.

E privacidade e custos?

  • Privacidade: como os dados e as imagens da criança são guardados? Há termo de consentimento? Fotos e vídeos só são feitos com sua autorização por escrito?
  • Custos: qual o valor da sessão, da avaliação e da supervisão? O que está incluído? Quais convênios são aceitos? Se o plano de saúde negar cobertura, veja nosso guia sobre plano de saúde e terapia ABA.
  • Contrato: o que acontece se você quiser mudar de clínica ou interromper o tratamento?

Visite o espaço, converse com a equipe e confie na sua percepção. Se quiser conhecer a Clínica FaçaAmigos, em Belém, você é bem-vinda(o) para visitar e fazer essas mesmas perguntas. Antes, para organizar suas observações, você pode usar o mapeamento comportamental. Ele não é diagnóstico.

Próximo passo

Quer organizar o que você observa no dia a dia?

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Conteúdo educativo, escrito pela idealizadora do FaçaAmigos. Não constitui diagnóstico nem substitui a avaliação e o acompanhamento de profissionais de saúde.