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Autismo (TEA): o que é, como é feito o diagnóstico e quais terapias existem

Resposta curta

Autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação e a interação social e envolve comportamentos e interesses repetitivos ou restritos. Aparece na infância, varia muito de pessoa para pessoa e o diagnóstico é clínico, feito por médico com equipe multiprofissional.

O que é autismo?

O autismo faz parte dos transtornos do neurodesenvolvimento. Na classificação usada pela medicina (DSM-5-TR e CID-11, código 6A02), o diagnóstico considera dois grupos de características: dificuldades persistentes na comunicação e na interação social e padrões repetitivos ou restritos de comportamento, interesses ou atividades, incluindo reações incomuns a sons, texturas e outros estímulos sensoriais. Essas características aparecem cedo, ainda na infância.

O termo "espectro" existe porque o autismo se manifesta de formas muito diferentes. Há crianças que não falam e precisam de muito apoio, e há crianças com fala fluente e interesses profundos que têm dificuldade em amizades. Todas são autistas.

O que são os níveis de suporte?

O diagnóstico indica o nível de suporte de que a pessoa precisa: nível 1 (precisa de apoio), nível 2 (apoio substancial) e nível 3 (apoio muito substancial). Não é "grau leve ou grave" nem nota de inteligência, e o nível pode mudar com a idade e com os apoios recebidos. Entenda melhor em Níveis de suporte no autismo.

Quais são os sinais na infância?

  • Pouco contato visual ou pouca resposta quando chamado pelo nome.
  • Pouco apontar, mostrar objetos ou compartilhar interesse com o adulto.
  • Atraso na fala ou perda de palavras que já existiam.
  • Brincar repetitivo, alinhar objetos, interesse intenso por um tema.
  • Incômodo forte com barulhos, texturas ou mudanças de rotina.

Cada criança é diferente e muitos desses sinais aparecem em crianças sem autismo. O que chama atenção é o conjunto, a frequência e o impacto na rotina. Veja a lista por idade em Sinais de autismo por idade. O Mapeamento Comportamental gratuito ajuda a organizar o que você observa, mas não é diagnóstico.

Quem diagnostica e como funciona?

O diagnóstico é clínico: não existe exame de sangue ou de imagem que confirme o autismo. Costuma ser feito por médico (neuropediatra ou psiquiatra infantil), a partir da história do desenvolvimento, da observação e de instrumentos padronizados, com apoio de psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. A avaliação neuropsicológica pode ajudar com dados sobre atenção, linguagem e funções executivas.

Quais terapias existem?

O cuidado costuma ser multiprofissional, e a combinação depende de cada criança:

Desconfie de promessas de cura, de "tratamentos" milagrosos e de dietas ou produtos vendidos como solução. Para comparar abordagens, leia ABA, Denver, PECS e TEACCH.

E os direitos da pessoa autista?

A Lei 12.764/2012 (Lei Berenice Piana) considera a pessoa com TEA como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. A Lei 13.977/2020 (Lei Romeo Mion) criou a Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (CIPTEA). Para entender sobre o laudo e a carteira, leia Laudo e CIPTEA: o que são e onde valem em Belém.

Para ver o passo a passo de cada direito (CIPTEA, BPC, plano de saúde, escola e outros), use a página de direitos da pessoa autista e neurodivergente.

Como a FaçaAmigos atende crianças autistas?

A Clínica fica em Belém, e começa por uma avaliação inicial, que organiza o Plano Terapêutico Singular com as especialidades indicadas para a criança. Atendemos IASEP, PROASA e particular. Nos playgrounds, crianças típicas e atípicas brincam juntas, com mediadores, abafadores de ruído e canto de descompressão sensorial: é lazer, não terapia.

Perguntas frequentes

Autismo tem cura?

Autismo não é doença, e sim uma condição do neurodesenvolvimento que acompanha a pessoa por toda a vida. Terapias e apoios ajudam a desenvolver habilidades, comunicação e autonomia, e melhoram a qualidade de vida, mas ninguém deve prometer "cura".

Quais são os primeiros sinais de autismo?

Podem incluir pouco contato visual, não responder ao nome, pouca troca de sorrisos e gestos, atraso ou perda da fala e interesse repetitivo por objetos. Sinais isolados não fecham diagnóstico; se você percebe vários, converse com o pediatra.

Quem faz o diagnóstico de autismo?

O diagnóstico é clínico e costuma ser feito por médico (neuropediatra ou psiquiatra infantil), com observação da criança, história do desenvolvimento e, muitas vezes, avaliação de uma equipe com psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

O que significam os níveis de suporte 1, 2 e 3?

São uma forma de descrever quanto apoio a pessoa precisa no dia a dia: nível 1 exige apoio, nível 2 exige apoio substancial e nível 3 exige apoio muito substancial. Não medem inteligência e podem mudar ao longo da vida.

Preciso do laudo para começar a terapia?

Não para começar a avaliação na clínica. Para usar convênio e para pedir direitos, o laudo médico com CID costuma ser exigido. A avaliação inicial ajuda a organizar os próximos passos.

Qual terapia é a melhor para autismo?

Não existe uma única terapia certa para todos. A indicação depende da idade, das necessidades e das metas. O que mais se recomenda é uma equipe que trabalhe junto, com plano individual, metas medidas e participação da família.

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Fontes e entidades da área

Conteúdo informativo. Não é diagnóstico, não substitui avaliação e acompanhamento por profissionais de saúde e não promete resultado: cada criança tem o seu ritmo.